Terras de Sicó · Beira Atlântico
Onde o mar deixou as conchas.
Três hectares e meio divididos por quatro parcelas: nas freguesias de Lamas, em Miranda do Corvo, de Vila Seca e Bendafé, em Condeixa, e na aldeia de Podentes, em Penela. Entre 150 e 250 metros de altitude.

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O solo
Argilo-calcário, com afloramentos de xisto e, por todo o lado, conchas fossilizadas do tempo em que esta paisagem estava debaixo de água. É esse calcário que dá aos vinhos o travo de giz e a salinidade que não os larga.
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O clima
Mediterrânico com influência atlântica. A Serra de Sicó abriga os vinhedos dos ventos do oceano. As manhãs trazem nevoeiro e as noites arrefecem muito depois de dias quentes. É essa amplitude que segura a acidez e mantém os álcoois baixos.
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As castas
Baga e Fernão Pires dominam, acompanhadas por mais de uma dezena de variedades autóctones plantadas de mistura: Bastardo, Rufete, Trincadeira, Grand Noir, Bical, Cercial, Dona Branca, Rabo de Ovelha, e outras que continuam por identificar. O Grand Noir foi trazido para cá por operários franceses, durante a construção do ramal ferroviário da Lousã.
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O trabalho
Tudo à mão. As cepas são velhas de mais e estão plantadas de forma irregular de mais para aceitar máquinas. Não se usam herbicidas. Para as falhas plantam-se videiras bravas, depois enxertadas com garfos colhidos nas próprias parcelas, de maneira que a vinha se reconstitui com o seu material genético original.
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Na adega
Fermentações espontâneas em lagar aberto, com as leveduras das próprias vinhas. Estágio em cimento e em barrica usada de topo: Saint-Émilion, em Bordéus, para os tintos, e a Borgonha para os brancos. Sulfuroso em doses medidas.
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A região
Terras de Sicó é sub-região da indicação geográfica Beira Atlântico e estende-se por partes de seis concelhos a sul de Coimbra. Nunca teve expansão comercial que justificasse arranques e replantações. Deve a esse azar as vinhas antigas que ainda tem.
A vinha, ao longo do ano





